O robô e o verdadeiro site responsivo

A toda hora vemos uma valorização de sites responsivos, que se adaptam ao formato de tela e recursos do dispositivo utilizado pelos clientes.

Nenhum problema quanto a isso, aliás, pelo contrário, afinal, estamos melhorando nossa comunicação digital, algo cada vez mais necessário devido ao crescimento de diferentes tipos de dispositivos de acesso.

Mas agora imagine que um potencial cliente de sua loja online acessa várias informações do site, mostrando um forte interesse por determinado produto. Chega a quase fechar o pedido, mas no final, após algumas tentativas de pagamento, acaba desistindo da compra.

O que seu sistema faria nesse caso? E se isso acontece dezenas ou centenas de vezes a cada dias, como em grandes empresas, que ações serão de fato executadas?

A verdade é que a grande maior parte das empresas, possuem grandes preocupações em criar um site responsivo, mas, apesar de terem os registros de todas essas tentativas de transações de seus clientes,  não irão fazer absolutamente nada com elas.

O verdadeiro site responsivo

A perda de oportunidade, e receita, é cada vez mais relevante nas empresas, já que existem soluções de inteligência artificial para atuarem realmente de forma responsiva.

Em situações como essa, e tantas outras, as oportunidades de utilizar um robô com inteligência de máquina, permanentemente monitorando os problemas e oportunidades, registrados em dados em tempo real, pode significar um grande diferencial competitivo nas estratégias de marketing e vendas.

Ainda mais com o potencial enorme de coleta de dados existentes nos sistemas atuais, que formam o Big Data em cada empresa.

Afinal, um robô inteligente, que aprende e busca detectar padrões de comportamento, com redes neurais artificiais, não irá esquecer dos clientes, acionando automaticamente comunicações de follow up buscando não perder as oportunidades de venda, para que elas não fiquem presentes apenas nas bases de dados.

Ou seja, o verdadeiro site responsivo, a meu ver, depende cada vez mais de robôs, e inteligência de máquina.

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Por Rogério Figurelli em 03/11/2016

 

 

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A teoria da Inteligência Evolutiva: da zebra à Inteligência de Máquina

A teoria das inteligências múltiplas, proposta por Howard Gardner, é uma teoria da inteligência como modalidades (Lógico-matemática, Linguística, Musical, Espacial, Corporal-cinestésica, Intrapessoal, Interpessoal, Naturalista e Existencial) em contraponto a uma única capacidade geral.

Mas vários cientistas apresentaram ao longo do tempo teorias específicas para diversas outras modalidades de inteligência, podendo-se destacar a Inteligência Emocional, Social e Coletiva proposta por Daniel Goleman, a Inteligência Competitiva e Estratégica proposta por Michael Porter e a própria a Inteligência Artificial e de Máquina proposta por Alan Turing, considerado o pai da computação.

Mas antes de todas essas teorias, acredito que a teoria da origem e evolução das espécies, proposta por Charles Darwin, com o lançamento do livro ‘A Origem das Espécies’ em 1859, tenha sido a mais brilhante teoria de inteligência já criada pelo ser humano, embora seu foco não fosse inteligência, e que permitiu o nascimento de uma nova ciência, que se mostra cada vez mais atualizada e necessária para a sobrevivência das espécies e das empresas: a teoria da Inteligência Evolutiva.

Quando criamos modelos e sistemas buscando imitar a natureza, o que é muito comum nas mais variadas áreas científicas, talvez não fique claro o nosso reconhecimento do potencial ilimitado de sua inteligência e de que, na prática, estamos copiando e utilizando a Inteligência Evolutiva da natureza.

Da zebra à Inteligência de Máquina

No mundo conturbado atual, nossas atenções estão focadas nas teorias de Inteligência Estratégica, Inteligência Emocional e, mais recentemente, Inteligência Artificial, com a evolução nessa área.

Mas a Inteligência Evolutiva, a meu ver, é a teoria que, a partir de estudos tão antigos como os de Darwin para a origem das espécies, mais se comprova como a inteligência das inteligências.

Ou seja, nem um outro gênio após Darwin conseguiu criar uma teoria tão relevante para as necessidades do mundo atual, embora o estudo da inteligência em si não tenha sido propriamente seu foco.

E essa lacuna é a que proponho para o mercado que seja explorada, através de uma nova ciência, e que denomino de Inteligência Evolutiva.

E nessa nova ciência, todas os estudos e avanços de teorias de evolução ou evolucionárias são fundamentais, sendo que a maior parte delas são justamente as identificadas na natureza, como fez Darwin em sua teoria.

Uma relevante descoberta científica, das tantas de teorias de evolução ou evolucionárias, foi a divulgada por estudos de biólogos em relação às zebras e o efeito de camuflagem de suas famosas listras. Se elas existem até hoje, sobrevivendo ao longo de várias gerações, é porque o principal predador da zebra, o leão, ou, na verdade a leoa, que é quem de fato realiza a caça, tem afetada sua visão pelos efeitos ilusórios de suas listras, tanto paradas como em movimento.

E a natureza está cheia de exemplos assim, sendo que vários deles em nosso próprio corpo, como a evolução de nosso cérebro, copiada cada vez mais pelos computadores através de redes neurais artificiais, cada vez mais complexas e inteligentes.

A ciência da Inteligência Evolutiva

Se reconhecermos a Inteligência Evolutiva como uma ciência nova, com bases na teoria de Darwin, como fazemos, por exemplo, com as Inteligências Múltiplas de Gardner, a Inteligência Emocional de Goleman, a Inteligência Estratégica de Porter e Inteligência Artificial de Turing, poderemos concentrar seus estudos para o benefício das pessoas e das empresas.

Mas talvez isso não tenha sido feito até hoje pelos conflitos de interpretação e reconhecimento da própria teoria da evolução das espécies, e todos seus aspectos ou impactos religiosos.

Seja como for, considero que a pesquisa e desenvolvimento, assim como a utilização prática de teorias evolutivas e evolucionárias, concentradas em uma ciência e inteligência única, que talvez seja a inteligência das inteligências, pois pode ser a mais relevante para a sobrevivência das pessoas e empresas, seja fundamental.

E, talvez, o avanço dessas teorias em algoritmos e nas máquinas irão provar cientificamente, assim como várias outras teorias nesse sentido, que, ao fim e ao cabo, Charles Darwin estava correto, permitindo criar máquinas que pensem, como pensou um dia Alan Turing.

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Por Rogério Figurelli em 28/10/2016