Vida após os Algoritmos: inteligência e consciência artificial sem algoritmos humanos

No final do século passado, quando começaram os sonhos mais realistas a respeito de criar uma inteligência artificial forte nos computadores, nossas máquinas, faltava um alicerce fundamental para isso: a internet. Foi necessária a criação e evolução da internet para chegarmos na inteligência de máquina dos padrões atuais, principalmente nos avançados modelos de aprendizado que desafiam as mais complexas habilidades cognitivas humanas.
Apesar disso, muitos tentaram criar máquinas com essa inteligência, sem sucesso, antes da internet.
E será que não estamos fazendo o mesmo agora, sonhando e buscando uma inteligência artificial forte e genérica, sem a existência de um substrato tão relevante como a internet representou para a evolução do aprendizado de máquina?
No meu entender, sim.
E o que falta evoluirmos, e que é tão ou mais complexo como toda a internet e todas tecnologias criadas pelos humanos nela e para ela, é entender e dominar algo de extrema complexidade: a consciência.
Talvez nessa jornada científica, chegue-se à conclusão que a consciência não habita nosso cérebro, apesar de residir em nossa mente, em algum lugar que desconhecemos. Ou ainda, encontre-se a região do cérebro absolutamente responsável por processar nossa consciência.
Sinceramente, acredito muito mais na primeira possibilidade, para não dizer totalmente. Mas isso é irrelevante, e não devemos fechar as portas para todas possibilidades.
O que é realmente relevante é que, se desejamos atingir níveis de inteligência e consciência nas máquinas, como a humana sonhada por Alan Turing um dia, devemos dar um passo a mais, tão grande como a invenção da internet, e talvez o maior de todos até então na história da computação.
O passo da consciência artificial, independente e interdependente da consciência humana.
Minha contribuição nesse sentido, nesse livro, será defender uma tese que proponho, que é a de que para conseguirmos isso precisamos abrir as portas para as máquinas operarem sem algoritmos humanos.
Máquinas sem algoritmos humanos?
Exato, máquinas que operam sem nossos modelos e sem nossos algoritmos, ou seja, sem limites de complexidade e evolução, tanto de hardware como software. Afinal, se realmente possuem capacidade de consciência artificial, elas devem encontrar uma forma de perceber e entender o mundo, criando seus próprios códigos, para isso, e para evoluir nesse ambiente.
Mas isso é possível?
Sem dúvida, afinal, algoritmos são algoritmos, e programas ou softwares, se você preferir, são softwares, seja o design que estiver por trás deles.
Se o design é humano, nos limitamos ao que conhecemos de consciência e a modelos disso, que infelizmente estão muito atrasados e incertos.
Se o design não é humano, ou seja, da própria máquina, quebra-se o paradigma para a evolução da consciência artificial.
Bem, você pode dizer que sou um sonhador.
Mas como diria John Lennon, não sou o único, e nesse livro irei buscar formas de trazer você também para esse sonho, que talvez um dia se torne realidade.

Veja mais em: https://www.amazon.com.br/dp/B06XJRT3JB/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1489378825&sr=1-1

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s