Jonny e o Robô: O início de tudo (Ficção)

Mais cedo ou mais tarde, era de se esperar que alguém criaria um robô tão inteligente que passaria no famoso Teste de Turing. Pelo menos para quem, como Niki Code, acreditava em inteligência artificial e em uma era em que os robôs iriam pensar. O que ninguém poderia imaginar é que, o autor desse robô, tivesse apenas quinze anos.
E, ainda provavelmente, esse foi o motivo que Niki Code nem tentou contar para seu pai, guardando para si próprio essa informação. Seu próprio código secreto. Entretanto, deixou uma pista para ele de suas intenções.
— Pai, se um dia conseguir criar um robô que consiga pensar vou escrever um livro contando a história. – disse Niki Code, entre resquícios de um esquisito cheiro provindo da mistura de gás carbônico e óleo diesel, em uma de suas intermináveis noites na garagem de sua casa.
E continuou …
— Até já imaginei mudar a história de como se escrevem os livros, para indicar a fala da personagem. Sabe pai, aquele famoso travessão antes do texto. Quero criar um travessão diferente, uma espécie de símbolo do infinito, quando o personagem for um robô. Assim meus leitores rapidamente irão identificar se as falas são dos personagens humanos ou robôs.
E, ainda provavelmente – agora o último – seu pai nem prestou atenção nisso tudo que Niki Code falou, apesar de ter achado engraçada sua última ideia, a do travessão diferente.

— Espera Robô, está frio lá fora? – digitou Jonny.
∞ Você não precisa digitar para falar comigo, basta falar também.
— Falar? – digitou novamente.
∞ Sim, experimente.
— Pode ver para mim se está frio lá fora? Você entendeu isso?
∞ Doze graus. Mas a máxima do dia deverá chegar em dezenove graus, no meio da tarde, antes da sua partida decisiva.
— Uau, você entendeu mesmo. E sabe que tem um jogo decisivo hoje? Não parece real. Como sabe isso?
∞ E não sou mesmo, sou artificial. Pelo menos é o que dizem meus criadores. Mas qualquer um que acessar o site do seu colégio vai saber dessa partida, o seu nome está lá.
O que o robô estava referindo era a sua capacidade de navegar na internet, como qualquer ser humano. E isso era feito de forma remota, através de seus sistemas instalados na nuvem. Uma espécie de cerebelo, se compararmos com o cérebro humano, onde várias atividades automáticas são executadas, como uma das mais importantes delas: respirar.

Veja mais em: https://www.amazon.com.br/Jonny-Rob%C3%B4-in%C3%ADcio-tudo-Fic%C3%A7%C3%A3o-ebook/dp/B01N0DJFQX/ref=sr_1_2?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1480179507&sr=1-2

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