A teoria da Inteligência Evolutiva: da zebra à Inteligência de Máquina

A teoria das inteligências múltiplas, proposta por Howard Gardner, é uma teoria da inteligência como modalidades (Lógico-matemática, Linguística, Musical, Espacial, Corporal-cinestésica, Intrapessoal, Interpessoal, Naturalista e Existencial) em contraponto a uma única capacidade geral.

Mas vários cientistas apresentaram ao longo do tempo teorias específicas para diversas outras modalidades de inteligência, podendo-se destacar a Inteligência Emocional, Social e Coletiva proposta por Daniel Goleman, a Inteligência Competitiva e Estratégica proposta por Michael Porter e a própria a Inteligência Artificial e de Máquina proposta por Alan Turing, considerado o pai da computação.

Mas antes de todas essas teorias, acredito que a teoria da origem e evolução das espécies, proposta por Charles Darwin, com o lançamento do livro ‘A Origem das Espécies’ em 1859, tenha sido a mais brilhante teoria de inteligência já criada pelo ser humano, embora seu foco não fosse inteligência, e que permitiu o nascimento de uma nova ciência, que se mostra cada vez mais atualizada e necessária para a sobrevivência das espécies e das empresas: a teoria da Inteligência Evolutiva.

Quando criamos modelos e sistemas buscando imitar a natureza, o que é muito comum nas mais variadas áreas científicas, talvez não fique claro o nosso reconhecimento do potencial ilimitado de sua inteligência e de que, na prática, estamos copiando e utilizando a Inteligência Evolutiva da natureza.

Da zebra à Inteligência de Máquina

No mundo conturbado atual, nossas atenções estão focadas nas teorias de Inteligência Estratégica, Inteligência Emocional e, mais recentemente, Inteligência Artificial, com a evolução nessa área.

Mas a Inteligência Evolutiva, a meu ver, é a teoria que, a partir de estudos tão antigos como os de Darwin para a origem das espécies, mais se comprova como a inteligência das inteligências.

Ou seja, nem um outro gênio após Darwin conseguiu criar uma teoria tão relevante para as necessidades do mundo atual, embora o estudo da inteligência em si não tenha sido propriamente seu foco.

E essa lacuna é a que proponho para o mercado que seja explorada, através de uma nova ciência, e que denomino de Inteligência Evolutiva.

E nessa nova ciência, todas os estudos e avanços de teorias de evolução ou evolucionárias são fundamentais, sendo que a maior parte delas são justamente as identificadas na natureza, como fez Darwin em sua teoria.

Uma relevante descoberta científica, das tantas de teorias de evolução ou evolucionárias, foi a divulgada por estudos de biólogos em relação às zebras e o efeito de camuflagem de suas famosas listras. Se elas existem até hoje, sobrevivendo ao longo de várias gerações, é porque o principal predador da zebra, o leão, ou, na verdade a leoa, que é quem de fato realiza a caça, tem afetada sua visão pelos efeitos ilusórios de suas listras, tanto paradas como em movimento.

E a natureza está cheia de exemplos assim, sendo que vários deles em nosso próprio corpo, como a evolução de nosso cérebro, copiada cada vez mais pelos computadores através de redes neurais artificiais, cada vez mais complexas e inteligentes.

A ciência da Inteligência Evolutiva

Se reconhecermos a Inteligência Evolutiva como uma ciência nova, com bases na teoria de Darwin, como fazemos, por exemplo, com as Inteligências Múltiplas de Gardner, a Inteligência Emocional de Goleman, a Inteligência Estratégica de Porter e Inteligência Artificial de Turing, poderemos concentrar seus estudos para o benefício das pessoas e das empresas.

Mas talvez isso não tenha sido feito até hoje pelos conflitos de interpretação e reconhecimento da própria teoria da evolução das espécies, e todos seus aspectos ou impactos religiosos.

Seja como for, considero que a pesquisa e desenvolvimento, assim como a utilização prática de teorias evolutivas e evolucionárias, concentradas em uma ciência e inteligência única, que talvez seja a inteligência das inteligências, pois pode ser a mais relevante para a sobrevivência das pessoas e empresas, seja fundamental.

E, talvez, o avanço dessas teorias em algoritmos e nas máquinas irão provar cientificamente, assim como várias outras teorias nesse sentido, que, ao fim e ao cabo, Charles Darwin estava correto, permitindo criar máquinas que pensem, como pensou um dia Alan Turing.

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Por Rogério Figurelli em 28/10/2016

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